Plano de modernização da Plataforma Lattes é anunciado

Durante a última Reunião Ordinária da Comissão de Gestão da Plataforma Lattes COMLATTES, dia 07 de dezembro, foram apresentados pontos sugeridos para o Plano de Modernização da Plataforma, a ser implantado em 2019. O encontro foi o primeiro após reformulação ocorrida este ano.

Desde sua reformulação, a COMLATTES foi reestruturada para ter um papel mais propositivo e alinhado com as necessidades de melhoria da Plataforma e não apenas avaliar denúncias de mau preenchimento dos currículos, como originalmente, o que foi entendido como mais aderente ao escopo da Comissão de Integridade na Atividade Científica.

Segundo o Diretor de Cooperação Institucional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), José Ricardo de Santana, responsável pela gestão da Comissão, o Plano de Modernização envolve repensar o posicionamento estratégico da Plataforma, facilitar o uso das informações e aprimorar as tecnologias de suporte, inclusive a infraestrutura. “Trata-se de um esforço considerável, considerando que a Plataforma Lattes constitui um enorme capital social para o país e temos demandas crescentes por aprimoramentos e acesso as bases de dados”, aponta o diretor.

Santana explica, ainda, que o CNPq considera três pilares nessa construção, baseados na formulação das estratégias de forma integrada com usuários e instituições parceiras, na busca por facilitar o preenchimento pelo usuário e na maior disponibilidade de acesso às bases, ressalvando-se os critérios de segurança. “Com isso, espera-se uma utilização ainda mais efetiva da Plataforma Lattes, além de gerar estímulos para o desenvolvimento conjunto com instituições parceiras e o uso em ações de avaliação de resultados, que é uma exigência do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação”, conclui.

No âmbito desse trabalho, em novembro deste ano, o presidente do CNPq, Mario Neto Borges, constituiu Grupo de Trabalho (GT) com o objetivo de realizar diagnóstico das necessidades de integração e aprimoramento da Plataforma Lattes e apresentar à Diretoria Executiva do CNPq o plano de modernização.

O grupo foi composto por representantes das seguintes instituições: Sociedade Brasileira de Computação (SBC/UFRGS), Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e O Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-graduação (FOPROP/UnB), além do corpo técnico do CNPq, sob a coordenação de Roberto Carlos dos Santos Pacheco (Grupo Stela/UFSC) e do Diretor José Ricardo de Santana.

As recomendações propostas pelo GT foram baseadas nos três pilares apresentados pelo Diretor, das quais, destacam-se a elaboração de indicadores e novas ferramentas para o público externo; a Integração aos CRIS (Current Research Information System) brasileiros, mantendo relação constante com as demais plataformas; a possibilidade de integração de dados permanente com a Plataforma Sucupira da CAPES; e iniciar estudos para implementação do International Standard Name Identifier (ISNI) como identificador de instituições, criando possibilidades de interoperação com os Diretórios de Instituições e de Infraestrutura do CNPq e de outras instituições, visando à internacionalização.

Além disso, foi encaminhada a chancela de adesão ao ORCID, respaldando a atuação do Consórcio Nacional em Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação (Conecti Brasil), iniciativa da CAPES em parceria com CNPq, CONFAP, IBICT, RNP e SCIELO que está articulando várias frentes de interoperabilidade utilizando identificadores persistentes.

Sobre a Plataforma Lattes

Criada em 1999, a Plataforma Lattes é a mais importante base de currículos do país e conta hoje com mais de 6 milhões de currículos cadastrados.  Às vésperas de completar 20 anos, a Plataforma é indicada como umas das mais importantes iniciativas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A dimensão atual da Plataforma Lattes se estende não só às ações de planejamento, gestão e operacionalização do fomento do CNPq, mas também de outras agências de fomento federais e estaduais, das fundações estaduais de apoio à ciência e tecnologia, das instituições de ensino superior e dos institutos de pesquisa. Além disso, se tornou estratégica não só para as atividades de planejamento e gestão, mas também para a formulação das políticas do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e de outros órgãos governamentais da área de ciência, tecnologia e inovação.

Fonte: CNPq

http://www.cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/6797630